segunda-feira, 8 de abril de 2013

FALTA DE ESTRUTURA EM HOSPITAL IMPEDE FAMÍLIA DE DOAR ÓRGÃOS, EM GO

A falta de estrutura de dois hospitais em Goiânia impediu que a família de uma mulher de 44 anos, que teve morte cerebral, doasse seus órgãos a nove pessoas. A mulher teve um Acidente Vascular Cerebral na última semana e foi levada para o Hospital Santa Mônica, onde ficou internada por cerca de três dias, quando ficou confirmada a morte cerebral. Nenhum órgão pôde ser aproveitado.
“Nós perdemos a chance de ajudar outras pessoas, seriam nove doações que não foram feitas por falta de UTI nas duas unidades que têm capacidade para realizar esse tipo de trabalho”, lamenta o corretor de Imóveis Ascânio Locatelli Esteves.

Goiânia espera poder realizar transplantes de coração em brevePais de crianças com doença rara lutam para conseguir tratamentoMãe tenta conseguir cirurgia para bebê há mais de um ano, em GoiásMédico faz transplante raro das duas córneas em bebê de 5 meses, em GOProjeto em Goiânia faz coleta de sangue para a doação de medula ósseaAlém do coração, que, segundo a Central de Transplantes, não pôde ser doado por falta de uma equipe especializada no trabalho, os outros oito órgãos também não tiveram o destino desejado pelos familiares por falta de vaga nas UTI’s dos hospitais credenciados. O gerente da Central de Transplantes de Órgãos Luciano Leão reconhece a dificuldade de realização desses procedimentos na capital.

“Infelizmente nem todos os hospitais podem realizar o trabalho legalmente porque não estão cadastrados. Foi o que aconteceu com essa senhora, por falta de um leito de UTI para recebê-la adequadamente o procedimento não pode ser feito. Hoje, dependendo do dia ou do horário, não conseguimos um bom leito com a facilidade que necessitaríamos de modo que essas dificuldades são inerentes em todos os processos de transplantes em todos os estados”.

A Secretaria de Saúde de Goiânia informou que ainda está apurando os fatos. Atualmente em Goiás 934 pacientes esperam por um transplante.

Fonte: g1.globo.com
01/04/2013
Atualizado as 12h29

segunda-feira, 25 de março de 2013

MÉDICOS CONDENADOS POR TRÁFICO DE ÓRGÃOS VOLTAM A ATENDER PELO SUS

Os quatro médicos condenados por tráfico de órgãos em Poços de Caldas (MG) conseguiram um habeas corpus na última sexta-feira (22) e poderão atuar novamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), além das penas que variam de oito a 11 anos e seis meses, os médicos deveriam cumprir também medidas cautelares. Uma delas proibia que eles prestassem serviços médicos pelo SUS. A outra medida cautelar proibia que os médicos se ausentassem do país ou mesmo da comarca sem prévia autorização do juiz.
 
A defesa dos médicos alega que a condenação foi exacerbada e que o pedido de habeas corpus foi acatado pela Justiça. Desta maneira, os médicos podem voltar a atender pelo SUS e também podem sair da Comarca de Poços de Caldas ou mesmo do país sem que tenham que pedir autorização judicial.
 
O caso

O juiz da 1ª Vara Criminal de Poços de Caldas, Narciso Alvarenga Monteiro de Castro, condenou quatro médicos envolvidos em um esquema de compra e venda de órgãos humanos no Sul de Minas. Segundo a Justiça, os profissionais faziam parte de uma equipe médica clandestina que removia órgãos e realizava transplantes de forma irregular. Conforme a Justiça, ainda cabe recurso.
Os médicos João Alberto Góes Brandão, Celso Roberto Frasson Scafi, Cláudio Rogério Carneiro Fernandes e Alexandre Crispino Zincone foram condenados a penas que variam de oito a onze anos e seis meses de prisão em regime fechado por homicídio doloso, compra e venda de órgãos humanos, violação de cadáver e realização de transplante irregular.
A condenação se refere à retirada de órgãos de José Domingos de Carvalho, morto aos 38 anos em abril de 2001, na Santa Casa de Poços de Caldas.
 
Caso Pavesi

O caso veio à tona após a morte de um menino de 10 anos, Paulo Veronesi Pavesi, que caiu de uma altura de aproximadamente 10 metros do prédio onde morava em Poços de Caldas, em abril de 2000. A morte encefálica do garoto foi diagnosticada na Santa Casa de Poços de Caldas pela equipe médica do Doutor Álvaro Ianhez. Depois disso, os órgãos foram retirados para doação.
 
Meses depois, a Polícia Federal abriu inquérito para apurar o caso, porque de acordo com uma denúncia, a morte encefálica teria sido diagnosticada de forma irregular. Ainda conforme o inquérito, quando a morte foi comprovada, o garoto estava sob efeito de substâncias depressivas do sistema nervoso central. Na época, quatro médicos foram indiciados.

A investigação deu origem a outros seis inquéritos e a Santa Casa perdeu o credenciamento para realizar transplantes. O caso foi parar inclusive no Congresso Nacional, na CPI que investigou o tráfico de órgãos. Os médicos foram acusados de homicídio doloso qualificado, já que o Ministério Público Federal considerou que a morte encefálica do menino foi forjada. O inquérito foi concluído um ano após o início das investigações.
 
25/03/2013 

sexta-feira, 8 de março de 2013

MULHER DO TEXAS RECEBERÁ 1° TRANSPLANTE DUPLO DE BRAÇOS NOS EUA

Uma mulher do Texas que perdeu os dois braços e as duas pernas por causa de uma intoxicação alimentar foi liberada para receber um duplo transplante de braços, operação inédita nos EUA, a ser realizada no Hospital Brigham and Women's, em Boston.

Katy Hayes, 44 anos, ganhará novos braços acima do cotovelo. O hospital ainda busca um doador num banco regional de órgãos, e não há data prevista para a cirurgia. "Tenho a determinação de tornar esses braços meus", disse Hayes numa entrevista coletiva. "Quero minha vida de volta. Quero segurar meus filhos. Quero abraçar meu marido."

Hayes foi contaminada pela bactéria estreptococo do grupo A, depois de dar à luz seu terceiro filho, em fevereiro de 2010. Ela também perdeu o intestino grosso e o útero. O transplante pode permitir que Hayes dobre e estenda os cotovelos e se erga sozinha da cadeira de rodas. Mas não está claro que funcionalidade os braços - e especialmente as mãos - terão, segundo Bohdan Pomahac, diretor de cirurgia plástica com transplantes do Brigham.

Hayes e a família chegaram em julho do Texas, e ela vinha sendo submetida a exames físicos e psicológicos para avaliar sua compatibilidade com a dolorosa cirurgia e a lenta recuperação. Transplantes de braços são considerados tecnicamente menos difíceis que os transplantes de mãos, mas a recuperação é mais desafiadora, e as potenciais conexões nervosas são mais tênues.

Fonte: ABTO - Associação Brasileira de Transplante de Órgãos

quarta-feira, 6 de março de 2013

PAIS DE MENINO DOENTE NA INGLATERRA DECIDEM NO "CARA OU COROA" QUEM DOARIA RIM PARA O FILHO

Adam Younis, de Sparkhill, Birmingham (Inglaterra), necessitava de um transplante de rim aos 18 meses de vida.

Ele nasceu com síndrome nefrótica congênita, ou seja, seus rins não eram capazes de filtrar líquidos adequadamente, e precisava urgentemente de um transplante. Seu rim esquerdo foi removido quando ele tinha apenas 9 meses, segundo reportagem do britânico Mail Online.

Tanto o pai Muntzair Younis, 28, quanto a mãe Kiran Younis, 25, queriam se submeter à operação para salvar a vida do filho, e concluíram que a única solução justa era jogar uma moeda e decidir no jogo de "cara ou coroa" quem doaria o rim para o filho.

"Disseram-nos, em um momento, que ele provavelmente morreria aos 18 meses de idade", disse Kiran.

O casal entrou em acordo que quem acertasse seria o doador. Muntzair ganhou após escolher "cara" e pai e filho foram submetidos a um transplante bem sucedido em dezembro de 2011.

Kiran afirma que, após tantos problemas, os dois estavam "igualmente desesperados" para salvar a vida do filho. "Mas achei que eu deveria fazer isso, pois fui eu quem o carregou por nove meses e o dei à luz", disse.

"Mas meu marido queria doar pois já havia desistido do trabalho em um restaurante para cuidar do nosso filho. Nós discutimos sobre isso e foi minha mãe quem disse para jogarmos uma moeda para decidir. Então, foi isso o que fizemos", conta Kiran.

"Eu nunca vou esquecer aquele dia", conta o pai, Muntzair Younis. "Estávamos do lado de fora do hospital Queen Elizabeth, em Birmingham, e os médicos haviam nos dado um prazo curto para decidir quem iria doar".

"Quando meu marido jogou a moeda para cima, foi como câmera lenta", relembra Kiran. "Para nós, seria sortudo aquele que desse esse "presente" para o nosso filho".

Adam Younis, que tem um irmão de seis e outro de três anos, agora tem quatro anos e está pronto para começar a escola.

Fonte: Uol - Notícias
06/02/2013



RAPAZ CONSEGUE NA JUSTIÇA O DIREITO DE DOAR RIM AO AMIGO EM CUIABÁ

O técnico em informática Valderson Evangelista Campos, 30, obteve da Justiça de Mato Grosso o direito de receber o rim de Daniel Frank Loango, 30. Ambos trabalham em uma mesma empresa em Cuiabá, têm a mesma profissão e são amigos há pelo menos 15 anos.

A decisão foi do juiz Yale Sabo Mendes após ação movida pela defensora pública Juliana de Lucca Crudo. Esse é o segundo caso obtido por pacientes renais em Mato Grosso. A lei federal 9.434/97 impede a doação de órgãos e tecidos por pessoas que não sejam parentes consanguíneos ou cônjuges.

Segundo a defensora pública, o processo foi acolhido pela 2ª Vara Cível de Cuiabá, dia 23 de janeiro. Uma semana depois (30), o juiz emitiu parecer favorável.

"É uma situação muito positiva que beneficia uma pessoa e aponta o grau de amizade entre elas, já que ninguém da família tem órgão compatível com o dele [Valderson]. O paciente é submetido à hemodiálise três vezes por semana e tem vida limitada", afirmou.

Ao UOL, por telefone, o doador Daniel Loango disse que o amigo passou a ter problema nos rins há dois anos e desde então procura doadores. "Fiz exames e meus órgãos são compatíveis", disse. Valderson, por orientação de familiares, preferiu não se pronunciar.

Segundo a defensora Juliana Crudo, o transplante será realizado no início de março no Hospital Albert Einstein, em São Paulo (SP).

Fonte: UOL - Notícias
05/02/2013


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

REGIÕES NORTE E NORDESTE PUXAM ALTA NOS TRANSPLANTES

Dados do Ministério da Saúde mostram evolução no número de transplantes nas regiões Norte e Nordeste que puxaram a expansão do número de cirurgias feitas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), em 2012. O resultado confirma o esforço que vem sendo feito, desde 2011, para descentralizar a política e aumentar o volume de transplantes fora do eixo Sul e Sudeste. O aumento no número de equipes especializadas e das Organizações de Procura de Órgãos (OPOs) impulsionou o crescimento nessas regiões. Na região Norte o crescimento foi de 47% (4.706 transplantes) e no Nordeste 20% (613 transplantes) se comparado ao ano passado. Os estados que mais se destacaram em aumento percentual foram Bahia (59%), Pará (56%), Pernambuco (55%), Maranhão (44%) e Amazonas (35%). O Brasil realizou 23.999 transplantes em 2012, maior número da última década, quando foram registradas 12.722 cirurgias realizadas.

“Desde 2011, o Ministério da Saúde está se esforçando para expandir o acesso a todas as regiões. Comemoramos esse resultado nas regiões no Norte e Nordeste, e estamos buscando investir cada vez mais no setor para expansão da realização de transplantes no país”, destaca o ministro da Saúde Alexandre Padilha.

CIRURGIAS - Em números absolutos, São Paulo se destaca com 8.585 transplantes realizados, sendo a maior parte de córnea (5.541). O segundo estado com volume maior de transplantes é Minas Gerais – 2.179, seguido por Paraná (1.721), Pernambuco (1.678) e Rio Grande Sul (1.673).

O transplante de pulmão teve aumento de 69%, seguido do coração com 43% a mais quando comparado com o ano passado. Também houve aumento na quantidade de doadores de órgãos, que passou de 2.207 (2011) para 2.434, registrando 12,7 doadores por milhão de população (PMP).

Com atuação do Ministério da Saúde na melhoria da infraestrutura – especialmente a capacitação de equipes para o contato com as famílias dos possíveis doadores -, incentivo financeiro aos hospitais e na sensibilização da população por meio de campanhas anuais de incentivo à doação de órgãos e tecidos, os brasileiros têm demonstrado que a estratégia é eficiente.

De acordo com dados do Sistema Nacional de Transplantes (SNT) do Ministério da Saúde, a cirurgia de córnea atingiu 15.225 cirurgias em 2012, contra 14.838 no mesmo período de 2011.

No ano passado, alguns estados já eliminaram a lista de espera para o transplante de córnea nos estados de Ceará, Pernambuco, Acre, Mato Grosso do Sul, Paraná, Espirito Santo, Distrito Federal e São Paulo.

AÇÕES – Em 2012, o ministro Alexandre Padilha assinou uma portaria que institui a atividade de tutoria em doação de órgãos e transplantes no País. Essa é uma forma do Ministério da Saúde estimular centros de excelência a capacitar serviços que queiram melhorar ou iniciar a realização desse tipo de cirurgia. O objetivo dessa ação é investir na capacitação e fortalecimento da rede brasileira de transplantes.

Um dos critérios para a habilitação de centros de excelência é fazer parte da rede pública ou ser entidade sem fins lucrativos que atenda de forma complementar ao Sistema Único de Saúde (SUS). Outros critérios são: ter experiência de dois anos ou mais na área; realizar, no mínimo, três tipos de transplantes (sendo dois de órgãos sólidos e/ou um de tecido) ou, ainda, transplante de medula óssea alogênico não aparentado; desenvolver estudos e pesquisas na área, entre outros.

PARCERIA - Ainda no ano passado, foram adotadas diversas medidas na área de transplantes no Brasil. Uma delas é a parceria com o Facebook, com criação da funcionalidade que permite ao usuário se declarar doador de órgãos. Ao todo, 121 mil pessoas já se declararam como doadoras. Para expressar no Facebook o desejo de ser um doador de órgãos, basta ir à Linha do Tempo e clicar em “Evento Cotidiano”. Depois é preciso selecionar a opção saúde e bem-estar e clicar em doador de órgãos.

INVESTIMENTOS - Outra ação importante foi a incorporação de um medicamento para o paciente transplantado de rim. A imunoglobulina pode ser usada em casos de rejeição do órgão transplantado. Esta iniciativa possibilita uma rápida recuperação, além da melhoria na qualidade de vida do paciente.

Para estimular a realização de mais transplantes no SUS, o Ministério da Saúde criou novos incentivos financeiros para hospitais que realizam cirurgias na rede pública. Com as novas regras, os hospitais que fazem quatro ou mais tipos de transplantes passaram a receber um incentivo de até 60%.

Para os hospitais que fazem três tipos de transplantes, o recurso será de 50% a mais do que é pago atualmente. E nos locais onde são feitos um ou dois tipos de transplantes será pago 30% e 40% acima do valor, respectivamente. O investimento destinado para essa medida foi de R$ 217 milhões.

Fonte: ADOTE - Aliança Brasileira Pela Doação de Órgãos e Tecidos