quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

SENADO ENDURECE LEIS SOBRE DOAÇÃO DE ÓRGÃOS ENTRE VIVOS

O Senado aprovou ontem o projeto de lei do então deputado e hoje senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) que torna mais rígida a lei que trata da doação de órgãos entre pessoas vivas. A proposta, de 2004, foi modificada pela comissão de senadores que examinou o assunto e terá de ser reexaminada pelos deputados.

Modificado no Senado, o artigo 9º do projeto especifica que "no caso de doação dependente de provimento judicial, poderá o juiz, convencendo-se da voluntariedade da doação e do atendimento dos requisitos legais, conhecer diretamente o pedido e conceder autorização, proferindo sentença após a manifestação do Ministério Público". Diz ainda que "quando a matéria não lhe parecer suficientemente esclarecida, o juiz poderá nomear perito para examinar o caso, bem como designar audiência para o esclarecimento da matéria, no prazo máximo de 10 dias".

Na justificativa, Aloysio Nunes explica que a intenção do ajuste na lei é inibir a comercialização de órgãos, tecidos e partes do corpo humano, como determina a Constituição. Citou como exemplo informações que ouviu sobre a doação de órgãos por empregados "pressionados por patrões inescrupulosos", além da compra de cadáveres de indigentes por faculdades de medicina e a retirada de órgãos sem o consentimento de familiares.

Matéria de Rosa Costa
Fonte: Agência Estado - Brasília
09/02/2012

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

CAMPANHA "DOE ÓRGÃOS SALVE VIDAS" NA FEST VERDE EM ITABERÁ

A campanha "Doe Órgãos Salve Vidas", juntamente com seus voluntários, esteve mais uma vez em um evento de grande porte para informar e conscientizar sobre a importância da doação de órgãos.

O evento em questão foi o Fest Verde em Itaberá - MG.













































quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

DOAÇÃO DE ÓRGÃOS CRESCE 33% EM JANEIRO EM SP

São Paulo - O Estado de São Paulo registrou em janeiro o maior índice de doações de órgãos do período, segundo levantamento da Secretaria Estadual de Saúde. Foram feitos 233 transplantes no primeiro mês de 2012 em todo o Estado, com um aumento de 33,3% nas doações, comparado ao mesmo período do ano passado.

Houve 96 doadores em janeiro, contra 72 no primeiro mês de 2011, de acordo com balanço da Secretaria de Estado da Saúde com base nos dados da Central de Transplantes. Foi o melhor janeiro da história em doações e o segundo melhor mês de todos os tempos, perdendo apenas para março de 2010, quando houve 99 doadores no Estado.

Em janeiro foram feitos, no total, 243 transplantes de órgãos, contra 193 no mesmo período de 2011. Houve 10 transplantes de coração, 5 de pâncreas, 162 de rim, 60 de fígado e 6 de pulmão. No primeiro mês do ano passado, foram oito transplantes de coração, 11 de pâncreas, 125 de rim, 48 de fígado e 1 de pulmão. Os dados referem-se a doações de pacientes falecidos.

Solange Spigliatti

Fonte: Uol Ciência e Saúde - Agência Estado
03/02/2012

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

MENINA DE 9 ANOS SUPERA COM ÊXITO RARO TRANSPLANTE DE SEIS ÓRGÃOS

Nova York, 5 Fev 2012 - Uma menina de nove anos foi submetida com êxito há alguns dias em Boston a um extraordinário transplante de seis órgãos, que incluiu um raro transplante de esôfago, anunciou o Hospital Infantil da cidade americana.

A pequena Alannah Shevenell tinha desde 2008 um raro e agressivo tumor que se expandiu para o estômago, fígado, pâncreas, esôfago, intestino delgado e baço, até não deixar outra opção, exceto um transplante múltiplo, que aconteceu na terça-feira passada.

"Quando todos os outros tratamentos falharam, o diretor do Centro de Transplante Pediátrico (PTC) do Hospital Infantil sugeriu um transplante múltiplo de órgãos que removeria o tumor e substituiria os seis órgãos afetados por sua presença", afirma um comunicado publicado no site do hospital.

"Sob o comando do cirurgião e diretor do PTC, Heung Bae Kim, cirurgiões do PTC executaram uma intervenção cirúrgica de 14 horas. Uma vez que o tumor de Alannah foi extirpado com êxito, os médicos pegaram os órgãos do doador, que vieram de apenas uma pessoa e foram mantidos juntos, e os transplantaram para a menina", completa o texto.

"O caso da pequena Alannah tornou o PTC do Hospital Infantil de Boston o primeiro centro da Nova Inglaterra a ter transplantado com sucesso seis órgãos em apenas uma intervenção", disse o centro médico.

"Não havia maneira de retirar o tumor sem retirar os órgãos, porque se retirássemos o tumor, os órgãos não receberiam sangue e morreriam", afirmou Bae Kim ao jornal Boston Globe.

"Cada transplante é um desafio. Mas este foi um pouco maior pelo esôfago", completou Kim, ressaltando ainda as "dificuldades para encontrar os órgãos, que deveriam ser do mesmo tamanho e tipo sanguíneo da criança".

A oportunidade surgiu quando a família de um menino recentemente falecido ofereceu a doação dos órgãos para que Alannah tivesse uma segunda chance.

"Como Alannah mostrou, o transplante múltiplo de seis órgãos é possível", destacou o Hospital Infantil de Boston.

A menina retornou para casa no Maine na quarta-feira, depois de passar mais de três meses internada recebendo tratamentos infrutíferos e a operação de transplante final.

Alannah, que mora com os avós em Hollis, uma localidade de 4.500 habitantes no Maine, não terá nenhuma restrição real em termos de atividade, segundo Kim.

No momento, ela toma nove medicamentos diários e é submetida a exames contínuos para controlar os níveis de açúcar. Um tutor trabalha 20 horas por semana na casa da menina para que possa dar continuidade aos estudos.

O sistema imunológico de Alannah é tão frágil que ela não pode ficar em locais com muitas pessoas, como escolas, igrejas ou centros comerciais. Também não pode comer vegetais crus ou frutas, exceto aquelas com casca ou pele muito fina, pelo risco de germes.

Fonte: Uol Notícias
05/02/2012

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

DOAÇÃO DE ÓRGÃOS: SANTA CATARINA QUEBRA RECORDES

Taxa de transplantes no Estado em 2011 foi a maior do país e da América Latina, mas listas de espera continuam grandes.

Pedro Henrique Leal

Embora ainda haja muito a ser melhorado na questão e ainda existam 1245 catarinenses aguardando por uma doação, em 2011 Santa Catarina se destacou na captação e transplante de órgãos: foram 25,4 transplantes por milhão de habitantes – a melhor taxa já registrada na América Latina, como ressalta o coordenador estadual de Transplantes, Joel de Andrade. “Mas ainda há muito para melhorar neste sentido, e temos investido pesado nisto”, afirma. O recorde anterior era do Uruguai, com 20,2 transplantes por milhão, em 2008. No Brasil, a taxa de 2011 foi de 10,6 transplantes por milhão.

Com a melhor taxa de conversão em doações do país, Santa Catarina registrou ano passado 384 mortes encefálicas e efetuou 159 doações – 41,40%. “Tivemos 170 casos em que a família aprovou a captação dos órgãos, embora em 11 deles não tenha sido possível aproveitar o órgão devido a problemas logísticos”, comenta, citando um caso em Videira, no qual o mau tempo impediu que a equipe de transplantes chegasse a tempo. “Quando chegamos, a família havia mudado de ideia”, lamenta. Dos 159 convertidos em doação, dois casos foram perdidos. “Quando foi feita a captação, foram vistas lesões que não permitiriam o uso dos órgãos”, explica.

Duas questões principais impedem a doação: em 20 casos, problemas médicos inviabilizaram a doação. “Algumas vezes as condições de saúde do falecido fazem os órgãos não serem aproveitáveis, por risco de contaminação, ou devido ao dano”. Mas o problema maior, fora das questões de logística, é a rejeição da família, que impediu 95 doações. “E essa é a etapa mais complicada e dolorosa do processo, a entrevista familiar”, ressalta. Apesar disso, o Estado tem um ótimo índice de recusa, de cerca de 30%, contra a média nacional de 45%. “Temos profissionais treinados na Espanha para fazer a procura, e para conversar com as famílias, buscando atingir o índice espanhol, que é o melhor do mundo”, afirma. No país europeu, a taxa de recusa é de 15%.

Falta conscientização

Além do treinamento das equipes de captação, a secretaria da Saúde do Estado tem buscado educar e conscientizar a população. “A maioria dos casos de recusa não tem a ver com a família não querer que os órgãos sejam doados, mas com a pessoa ter dito em vida que não queria doar”, explica, ressaltando que se isso ocorre, é sinal de que o Estado tem falhado em informar a sociedade. “Nós evoluímos muito neste sentido, já tivemos índices de recusa acima de 40%, mas ainda tem muita gente que não entende direito como funciona a doação”, observa.

Situação em Jaraguá é muito boa

Com 25 notificações de morte encefálica e 13 doações efetivadas no ano passado, Jaraguá do Sul atraiu elogios do coordenador estadual de transplantes. “Tivemos uma participação muito ativa do município para ajudar na redução das filas de espera, e um índice excelente de conversão, acima de 50%”, comenta. De acordo com a coordenadora da Comissão Intrahospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (Cihdott) do hospital São José, Daniela Bertolino Vieira, a captação quebrou recordes em 2011. “Temos a cada ano mais e mais pessoas que se registram como doadoras, e a agilidade na captação tem ajudado muito”, informa.

Das 13 doações efetuadas no ano passado, foram retirados rins, fígado e córneas em todos os casos e, além disso, foram feitas duas doações de coração e uma de pulmões. “Aqui só é feita a captação, não temos como fazer o transplante, e os órgãos são encaminhados para a central de transplantes, em Florianópolis”, explica.

Entre as 12 mortes encefálicas notificadas pelo hospital em 2011, oito delas tiveram a doação recusada pelas famílias, o que segundo a coordenadora do Cihdott demonstra que existem problemas de informação. “A população não entende bem o que é a morte encefálica, não compreende que é a morte do cérebro, e às vezes reluta em permitir a coleta dos órgãos, esperando que a pessoa vá melhorar”, explica Daniela Bertolino Vieira, coordenadora do Cihdott.

Transplante é uma corrida contra o tempo

Declarada a morte encefálica e autorizada a coleta, é iniciada uma verdadeira corrida contra o tempo para que os pacientes na fila de espera recebam os órgãos. “Cada órgão tem um limite de tempo para que esteja implantado no receptor, o que molda as prioridades para a destinação”, explica a coordenadora do Cihdotti. Isso já começa com a extração – que na maioria dos casos tem que ser feita antes da parada cardíaca. Apenas as córneas, ossos e rins podem ser coletados após o coração parar – e no caso dos rins, a janela de oportunidade é de apenas 30 minutos.

A prioridade dos órgãos retirados em Jaraguá do Sul é a lista de espera do Estado, seguida do Paraná e o Rio Grande do Sul.

São 24 horas de espera no máximo para o pâncreas e o fígado, e 48 horas para os rins. As córneas agüentam até sete dias. A situação é mais crítica com pulmões e o coração, que precisam estar no novo corpo em, no máximo, seis horas. “Com o coração e os pulmões, a agilidade é essencial, e tanto o órgão quanto o paciente precisam estar prontos para a cirurgia em cerca de quatro horas, caso contrário, a doação está perdida”, explica.

Quando se trata de transplante de rins ou de fígado, é possível que seja feita a doação em vida. No caso dos rins, o corpo tem dois e pode ficar sem um deles, embora passe a exigir maiores cuidados com a alimentação. Já no caso do fígado, o transplante em vida envolve retirar uma parte do órgão, que pode se regenerar, e continua funcionando mesmo com a parte faltando.

Prioridade para emergências

Embora muitos dos casos no Estado estejam nas listas de espera há bastante tempo – pois não é raro que a espera por um órgão dure meses ou anos –, nem sempre o transplante vai para quem está há mais tempo na fila. “A prioridade número um são as chamadas emergências zero, em que o paciente precisa do órgão de imediato, como quando ocorre falência dos rins, por exemplo”, explica Daniela. Nestas situações, pacientes que não estão em estado crítico, mas que podem esperar mais tempo, ficam em segundo plano. A outra prioridade excepcional vai para crianças, que são favorecidas quando há disponibilidade de doadores.

Devido aos limites de tempo para o transplante, os pacientes de dentro do Estado têm preferência sobre os demais. “Quando há um órgão disponível, primeiro é rodada a lista de Santa Catarina, e só se não houverem receptores no Estado é que é verificada a nacional, e o mesmo padrão é seguido no resto do país”, explica a coordenadora do Cihdotti.

Um ato final de caridade

“Eu não sei para quem foram os órgãos, mas nós nos sentimos muito bem sabendo que alguém foi ajudado”, conta o aposentado Roseno Machado, de 69 anos, sobre os órgãos do filho Reni Conceição de Machado, falecido em maio do ano passado. Portador de epilepsia, o auxiliar de transportes de 45 anos teve uma crise enquanto andava de bicicleta, o que resultou em queda e em um traumatismo craniano fatal.

“A decisão de doar foi uma coisa unânime, da família toda. Nós sabíamos que ele iria querer isso, e ele já havia deixado claro que o que nós decidíssemos caso algo acontecesse ele estava de acordo”, conta. Devido à doença, Reni contava muito com a ajuda e as opiniões da família. “Ele esquecia muito as coisas e não tomava decisões sozinho”, lembra.

A doença não lhe impedia de trabalhar, mas exigia cuidados especiais. “Ele tinha momentos de crise, ficava três minutos ‘fora do ar’, e aí caia, e foi isso que levou ao acidente”, lamenta. Quando tinha as crises, era comum passarem três ou quatro dias sem nenhum problema. “Aí quando menos se esperava, ele tinha outro ataque epiléptico”, diz. Reni sofria com a doença desde os seis meses de idade e a família fazia acompanhamento médico para reduzir os sintomas e evitar que ele se ferisse durante as crises.

A família de Reni fez a doação dos rins, córneas, fígado e das válvulas do coração. “Quando nos informaram da morte encefálica, a gente sabia que tinha que autorizar a doação”, lembra, frisando que da família, a opinião é unânime: se acontecer algo, os órgãos devem ser doados. “Afinal, nunca se sabe quem vai ajudar, e quando você pode acabar precisando. Se não vai usar mais, que ajude outra pessoa”, pondera.

17/01/2012

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

PADRINHO DE CASAMENTO DOA RIM A ESPOSA DE AMIGO

Uma mulher com sérios problemas renais teve sua vida mudada depois de receber um rim do padrinho de seu casamento.

Desde 2007, depois de sofrer falência renal, Leanne Stefanovic, de 31 anos, era obrigada a se submeter a sessões diárias de nove horas de diálise. Sem as sessões de diálise, ela correria risco de morte.

Mas a situação mudou na semana passada, quando ela recebeu em transplante um rim de Stuart Kilgannon, de 39 anos, que foi padrinho do casamento da britânica, ocorrido no Chipre, em 2011.

O marido de Leanne, Shaun Stefanovic, e outros familiares constataram, em exames, que seus órgãos não eram compatíveis para serem usados em um possível transplante.

"Me sinto normal de novo. Não pensei que ia me sentir tão bem tão rapidamente", disse Leanne após a operação.

"Tenho muito o que agradecer a Stuart agora."

Recuperação

Leanne, o marido e o padrinho são da região de East Yorkshire, no nordeste da Inglaterra. A operação de transplante de rim foi realizada no hospital St James, na cidade de Leeds.

O doador, Kilgannon sentiu fortes dores logo após a operação e pegou uma infecção durante a recuperação, mas já conseguiu passar o final de semana em casa.

"É difícil descrever, mas é um sentimento fantástico", disse o doador.

"Já vi a Leanne e ela parece dez anos mais jovem. O funcionamento do rim dela está melhor que o meu. Ver como ela está é inacreditável", acrescentou.

Leanne precisará tomar remédios contra rejeição para o resto da vida, mas não precisará voltar a fazer diálise.

Kilgannon é amigo do marido, Stefanovic, que o visitou logo após a doação.

"Vi Stuart (Kilgannon) logo depois, choramos juntos", disse o marido de Leanne.

"Não consigo expressar em palavras o que ele fez por nós. Como você agradece a uma pessoa que faz isso por sua esposa? Ele é meu herói."

"Stuart está sentindo muita dor, mas ele está animado e todos nós estamos muito alegres", disse Debbie Kilgannon, mulher do doador.

"É um presente excelente (dado por Stuart). Estou muito orgulhosa dele", acrescentou.

Fonte: notícias.uol.com.br
24/01/2012